quarta-feira, 16 de junho de 2010

A sair de Moçimboa


Nós, claro que passamos a andar tristes e com um pouco de medo. Pois nós com vinte meses de guerra já quase nos imaginávamos a regressar a casa sãos e salvos. Fui ter com o condutor Xavier e disse-lhe:

- Olha, se houver algum azar levas a minha mala e as minhas coisas e entregas aos meus Pais.

Pois o Xavier era o militar da CCS que morava mais perto dos meus Pais e tínhamos andado sempre juntos em quartéis na Metrópole:
CICA4 – Santa Clara – Coimbra, onde o Comandante da Unidade era o que mais tarde foi nosso Comandante de Batalhão, portanto teríamos sido eu e o Xavier os primeiros do nosso Batalhão a conhecê-lo, depois fomos para o R.C.6 – Porto, até que fomos formar o Batalhão a Santa Margarida.

Dizia eu que me fui despedir do Xavier e do resto do pessoal e embarcamos de avião com destino a Nampula, chegados lá, apresentámo-nos aos «adidos» e ficamos a aguardar notícias.

Passados alguns dias apareceu um Furriel de Moçímboa da Praia que estava numa Companhia que tinha ido render a 2727 que nos disse que vinha ter connosco para levantarmos as viaturas e para regressarmos a Moçímboa.

Não consigo descrever a alegria que sentimos ao ficarmos a saber que de facto não íamos para Mueda. 

terça-feira, 11 de maio de 2010

Da Vila Forte a Terras do Índico

Pequeno excerto do livro

"Com isto tudo o tempo ia passando até que chegou o mês de Agosto de 1973, pois é, nós já nos tínhamos esquecido do que tinha dito o tal guerrilheiro, que íamos ser atacados no dia seis de Agosto, que nós tínhamos pensado ser em 1972, até andamos a dormir nas valas, mas afinal o “turra” não mentiu e pelas quatro horas da manhã do dia seis de Agosto de 1973 fomos mesmo atacados, não mentiu em nada, nem no dia, só que nós pensávamos que fosse no ano transacto, mas afinal eles planearam o ataque, quase, dois anos antes. "

Encontro

No próximo dia 03 de Julho de 2010, vai se realizar mais um encontro do BCAÇ 3868 em Tomar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009



“Para que os olhos vejam, quando o coração esquece
com um beijo cheio de ternura desta tua eterna amiga

Luísa